Nos últimos 15 anos, as tecnologias - principalmente
as de comunicação - evoluíram numa velocidade nunca antes vista na história. No
final dos anos 1990, aqueles computadores com monitores de tubo, brancos ou
ligeiramente amarelados, eram artigos de luxo. Conexão à internet era algo
caro, restrito, sem qualidade e, no fim das contas, não servia para muita
coisa, já que a web, naquele tempo, era quase um deserto virtual (se tomarmos
como referência o oceano de informações que temos à disposição hoje). Só alguns
poucos visionários poderiam supor naquela época que, em menos de duas décadas,
viveríamos conectados praticamente 24 horas, através de múltiplos dispositivos
e por meio de uma infinidade de canais.

Compreender
o ritmo e os cenários criados a cada novo ciclo desse movimento é indispensável
para se integrar ao mundo. Isso vale para indivíduos, mas vale ainda mais para
empresas. Se uma pessoa quiser não ter celular, não usar o Facebook e morar num
mosteiro no alto do Himalaia, ela pode e, a seu jeito, vai viver muito bem. Se
a padaria da esquina decidir que não vai se preocupar com o virtual, porque só
vende para pessoas de carne e osso que vão ao seu balcão todos os dias, talvez
não dure mais muito tempo, porque a concorrente do outro lado da rua avisa os
clientes pelo Whatsapp sempre que sai uma nova fornada de pão quentinho e aí
todo mundo acaba preferindo ir para lá.