Nos últimos 15 anos, as tecnologias - principalmente
as de comunicação - evoluíram numa velocidade nunca antes vista na história. No
final dos anos 1990, aqueles computadores com monitores de tubo, brancos ou
ligeiramente amarelados, eram artigos de luxo. Conexão à internet era algo
caro, restrito, sem qualidade e, no fim das contas, não servia para muita
coisa, já que a web, naquele tempo, era quase um deserto virtual (se tomarmos
como referência o oceano de informações que temos à disposição hoje). Só alguns
poucos visionários poderiam supor naquela época que, em menos de duas décadas,
viveríamos conectados praticamente 24 horas, através de múltiplos dispositivos
e por meio de uma infinidade de canais.
Compreender
o ritmo e os cenários criados a cada novo ciclo desse movimento é indispensável
para se integrar ao mundo. Isso vale para indivíduos, mas vale ainda mais para
empresas. Se uma pessoa quiser não ter celular, não usar o Facebook e morar num
mosteiro no alto do Himalaia, ela pode e, a seu jeito, vai viver muito bem. Se
a padaria da esquina decidir que não vai se preocupar com o virtual, porque só
vende para pessoas de carne e osso que vão ao seu balcão todos os dias, talvez
não dure mais muito tempo, porque a concorrente do outro lado da rua avisa os
clientes pelo Whatsapp sempre que sai uma nova fornada de pão quentinho e aí
todo mundo acaba preferindo ir para lá.
Antes de pensar em
estratégia, é indispensável compreender o contexto atual e o
primeiro passo é saber que não é possível mais tratar offline e online como
coisas independentes. O foco de toda ação deve ser sempre o
usuário/cliente/consumidor, personagem já inteiramente híbrido, que até compra
na loja física, mas lá mesmo, através do celular, compara os preços dali com os
do e-commerce e depois compartilha suas impressões sobre a empresa nas redes
sociais.
Nesse sentido, é possível destacar ainda outro aspecto, que é o conceito de business to network (negócio
para a rede de contatos). Onde o empresário não está mais fazendo negócios com um
consumidor, está sim, fazendo negócios com a rede desse consumidor. Porque se atender bem, ele vai falar bem para sua rede. Se não atender,
provavelmente, ele vai detratar a marca..
Tendo
tudo isso em mente, confira abaixo cinco dicas que a especialista em
marketing digital, Sandra Turchi, dá para que você, empreendedor, invista no mundo digital:
Redes
sociais
É, atualmente, um dos mecanismos mais
potentes para ações de marketing. Mas é preciso saber utilizar. Sandra lembra
que, nesse tipo de espaço virtual, é preciso prezar pelo relacionamento. Lá, o
cliente quer interagir e vai participar, seja falando bem, seja falando mal da
sua iniciativa. Por isso, a dica é buscar construir uma boa reputação, para
conseguir influência. Num segundo passo, após construir uma relação com o
público, lançar mão de ferramentas que convertam os resultados desejados
(exposição da marca, realização de uma venda por meio do social commerce,
atrair a visita de um leitor para um site etc.).
Buscadores
Ao falarmos em buscadores, como
destaca Sandra, podemos nos resumir ao Google, que domina mais de 90% do
tráfego nesse campo. A especialista explica que existem duas maneiras de
desenvolver ações nessa área: pagando anúncios de links patrocinados (para
isso, é importante estudar o assunto de maneira mais detalhada, para conhecer a
ferramenta e saber qual a melhor maneira de utilizá-la) e estruturando seu site
para que o Google o indexe bem (para isso, deverão ser implantadas técnicas de
SEO - Search Engine Optimization, que em português significa Otimização para
Mecanismos de Buscas).
Site/Hotsite
Para desenvolver uma ação para
buscadores, é importante investir em um bom site. Otimizado por um bom
planejamento e implementação de SEO, esse canal pode ser uma maneira poderosa
de gerar cadastros e construir uma boa base de clientes e clientes em
potencial. Nesse aspecto, é importante diferenciar o site do hotsite. O
primeiro é perene e funciona, inclusive, com caráter institucional. O segundo
é, geralmente, dedicado a alguma ação pontual, como uma promoção.
E-mail
marketing
Embora seja o instrumento mais antigo de
comunicação na internet, ainda é bastante utilizado e funciona, se for bem
planejado. Sandra explica que mais de 90% dos e-mails marketing enviados hoje
são classificados como spam. Para não cair nesse mar de lixo, sua empresa deve
evitar más práticas, como enviar e-mails a pessoas que não solicitaram, e
implementar boas, como trabalhar uma comunicação mais pessoal e direta.
Mobile
Se o mundo está conectado 24h é graças
à tecnologia mobile, seja pelo smpartphone, o tablet ou qualquer outro
dispositivo. E a tendência é de que isso se aprofunde, com a popularização dos
wearable, como relógios e óculos conectados. Por isso, pense uma estratégia
para o mobile. Desenvolva versões dos seus canais que se adaptem bem a esse
tipo de dispositivo e trabalhe uma linguagem específica (textos mais curtos e
objetivos) para seu público que chega a seus canais por meio dessas
ferramentas.
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